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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MINHA INFÂNCIA

Da flor resta o perfume
Do amor resta o ciúme
Do sol resta o calor
Da chuva o frio
Do medo arrepio
No peito resta o vazio
Retrato de um amor
Na mente resta a lembrança
Dos olhos resta uma lagrima
Na boca nenhuma fala
Um soluço que se cala
Talvez uma esperança
De mim resta o presente
Do passado a lembrança
Guardada em um retrato

Que restou da minha infância.

CERTO OU INCERTO?



Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal
Vou levando a vida e a vida me levando
Não adianta mais, chega de sofrer chega de chorar
Tudo passa tudo passará
Nesta longa estrada da vida
Quem dera eu ser um peixe
Eu queria me esconder um dia desses
Meu amor não vá embora não, fique mais
Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
Amar a Disaia sonhei
Eu queria gritar pra o mundo inteiro ouvir
To indo agora pra um lugar todinho meu
Há coração alado
Amor de verdade eu só senti
Quando eu estou aqui eu vivo este momento lindo
E de uma coisa eu estou certo amor
No dia em que eu saí de casa
Amor igual ao seu eu nunca mais terei.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ALGO RELAPSO













Inquieto insisto
Inapto me calo
A razão me falta
Porque não falo?
O peito geme
Perco a fala
O corpo treme
A fé abala
Esperança?Talvez!
Não sei
Inserto me perco
Em delírio desperto
Insano não mais
Tentarei...
Rompe-se um laço
Desfaz-se um pacto
Algo relapso
Envolve-me nesta trama
Trazendo de volta o sonho
Que quase se perde num drama.


ABSINTO
















Que razões têm
Para entender este amor
Se o pranto rola e molha
A face de um sonhador
Que ver os dias passar
Como relâmpago no horizonte
Como o sol ver se por
Todos os dias no monte
Faz crescer a saudade
Aumenta a ansiedade
Suporta a dor
Que causa este sentimento
Como a velocidade do vento
Em uma tempestade
Entende a realidade
E vive sem razão
Enfim tentando dominar
A fúria que lhe consome
Esta agonia que nome
Algum pode identificar
Sem código para decifrar
No coração de um Homem.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ATÔNITO


Inebria-me esse teu cheiro
Encanta-me esse teu jeito
Afaga-me o peito
Tudo em ti me fascina
O encanto de menina
Ao charme de mulher
Leva-me ao apogeu
Simplesmente um toque teu
Facilmente me domina
Talvez por ser minha sina
Viver pelo teu amor
Ou ser um sonhador
Sem imunidade nem vacina
Que cure esse sentimento
Podendo está inseto
Desse amor que não termina



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

UM DRAMA











Uma lagrima cai,
Um sorriso disfarçado
Uma tormenta constante
Uma saudade aperta
A boca seca
Os olhos molhados
Respiros ofegantes
Palpita o peito
O corpo treme
A alma geme
Em ânsias constantes
O vento toca a face
Um cálice nas mãos
Estou ébrio?
Á quem dera?
Enlaça-me essa trama
Que arde o peito em chamas
Protagonizo esse drama
Encarcero-me por inteiro
Neste enredo me perco
E saio de cena,
Adormecido, desperto
Buscando lucidez
Uma razão talvez que me convença
Que esse personagem não sou eu
Simplesmente nasceu de um drama
Que talvez me pertença.

Nailton Maia

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

AMOR DE CAIPIRA


Óia vou conta procês
O quanto dói uma sardade
Dendo peito de nóis
Que num sabe falar direito
Mai que trais dendo peito
 Esse ardor que rói
Que corta iguá navaia
Fai nóis ingulí a fala
E ficar doidim, doidim
E quaishe num isprica nada
Na cabeça essa zuada
Que chega e nos atrapaia
Bole com o coração
E trai essa sensação
De quem vai perder as pernas
Como quem num se guverna
Fica todin dismantelado
Iguá um pobre coitado
Que num nasceu pra amar
Aí ocê se ingana
Pois caipira também ama
Só que num sabe espricar.