Mergulhado nesta imensidão
Perco-me no tédio de querer sobreviver
Quando na verdade embriago-me mais
Desapercebo de tudo, miserável que sou
Na verdade deveria adormecer
Esse sujeito rude e renascer
Talvez crescer, correr pelos arredores
Despreocupar-se desta inércia que vive
Orgulhar-se dos seus feitos
E acreditar na existência
Ao invés
De opor-se e viver cativo e negligente
Obvio? Talvez, porque não se cala?
Ríspido, pungente, ignorante,
Um ser mortal
Que não deveria alimentar o ódio
Insano, eloquente, cheio de razões
Serei eu, serás tu? Ou seremos nós
Peça chave desse enredo
Que mais se parece com um brinquedo
A qualquer hora pode se quebrar
Um cheque mate resolveria
Esvaziar-se ia desta tormenta
Tendo contado os seus dias
Quem sabe? Será melhor
Finda o pensamento, tédio, orgulho
Sofrimento
Quando se adormece no pó.

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