Espreme da alma o choro
Um soluço, o pranto não sai
Olhos secos não dilatam
Coração palpitando mais
Uma razão imprescindível
Como uma chuva que cai
Molhando o deserto da alma
Com calma ao longe vai
Se dos olhos nenhuma lagrima
Que possa regar a saudade
Se esse pulsar constante
Aumenta a ansiedade
Deixando a boca amarga
No peito a chama não se apaga
Como uma realidade
De quem vive no ecúmeno
Solitário, ébrio, moribundo
Que vive apenas um segundo
Como uma eternidade.

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