Farto de suas façanhas
Inapto a falar de si
Mórbido por um motivo banal
Estático adormecido dinâmico
Febril com o peito em chamas
Calado por suas vergonhas
Por ser o sujeito em questão
Ébrio já nem mais falo
Em qualquer assunto me calo
Como se fosse ódio
Esse amor que sinto se transforma
Dilacerado o peito estala
Pulsante como um vulcão
Adormecido como um gigante
Entra em erupção
E causa esse tormento
Afaga a alma e transforma
O homem forte de outrora
Em uma criança falante.
Nailton
Maia




