Ninguém conhece o caminho do vento nem a força misteriosa que dirige o progresso da vida, Nailton Maia
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segunda-feira, 3 de março de 2014
PRESO POR UM ENCANTO
Porque me envolve nesta trama?
faceira,
Como em uma teia me me sinto entrelaçado.
Quanto tempo me resta neste encanto?
Voltarei a viver?,
Você me faz vítima neste drama
Que somente a ti pertence,
Enquanto definho vivo
E choro este pranto,
Penso em você e perco o sono
Neste abandono me encontro,
Quem dera despertar deste encanto
Que até as fadas desprezam
E acordar deste sonho
Que me envolveu por inteiro.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
DEIXA-ME DELIRAR COM O VINHO
O equilíbrio pendente de um olhar
Fixado em um par de lentes causa delírios
Aborrecido com a tortura grita.
Mas, é um grito calado que não se ouviu
Pois o teor de uma pungente história sumiu
Tem-se perdido em meio a farsa
Agora do rosto a graça, Só resta um franzido,
Marcado por decepções, por seu grito não ser ouvido
De que adianta ser democrático?
Se na verdade tu és escravo de um sistema corrompido?
Deixa-me delirar com o vinho, Pois alegra o coração aflito
Mesmo que não se ouça o grito, alegra a alma e faz sonhar
Ébrio já não te importa mais, com a alma quase morta
Ingere seco e se inebria
Agora calado como antes adormece
Estático, redundante, releva
Por mais que queira despreza, pra não viver outro dia.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
CHEQUE MATE
Mergulhado nesta imensidão
Perco-me no tédio de querer sobreviver
Quando na verdade embriago-me mais
Desapercebo de tudo, miserável que sou
Na verdade deveria adormecer
Esse sujeito rude e renascer
Talvez crescer, correr pelos arredores
Despreocupar-se desta inércia que vive
Orgulhar-se dos seus feitos
E acreditar na existência
Ao invés
De opor-se e viver cativo e negligente
Obvio? Talvez, porque não se cala?
Ríspido, pungente, ignorante,
Um ser mortal
Que não deveria alimentar o ódio
Insano, eloquente, cheio de razões
Serei eu, serás tu? Ou seremos nós
Peça chave desse enredo
Que mais se parece com um brinquedo
A qualquer hora pode se quebrar
Um cheque mate resolveria
Esvaziar-se ia desta tormenta
Tendo contado os seus dias
Quem sabe? Será melhor
Finda o pensamento, tédio, orgulho
Sofrimento
Quando se adormece no pó.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
MINHA INFÂNCIA
Do amor resta o ciúme
Do sol resta o calor
Da chuva o frio
Do medo arrepio
No peito resta o vazio
Retrato de um amor
Na mente resta a lembrança
Dos olhos resta uma lagrima
Na boca nenhuma fala
Um soluço que se cala
Talvez uma esperança
De mim resta o presente
Do passado a lembrança
Guardada em um retrato
Que restou da minha infância.
CERTO OU INCERTO?
Enquanto você se esforça pra ser
um sujeito normal
Vou levando a vida e a vida me
levando
Não adianta mais, chega de sofrer
chega de chorar
Tudo passa tudo passará
Nesta longa estrada da vida
Quem dera eu ser um peixe
Eu queria me esconder um dia
desses
Meu amor não vá embora não, fique
mais
Nada do que foi será de novo do
jeito que já foi um dia
Amar a Disaia sonhei
Eu queria gritar pra o mundo
inteiro ouvir
To indo agora pra um lugar
todinho meu
Há coração alado
Amor de verdade eu só senti
Quando eu estou aqui eu vivo este
momento lindo
E de uma coisa eu estou certo
amor
No dia em que eu saí de casa
Amor igual ao seu eu nunca mais
terei.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
ALGO RELAPSO
Inquieto insisto
Inapto me calo
A razão me falta
Porque não falo?
O peito geme
Perco a fala
O corpo treme
A fé abala
Esperança?Talvez!
Não sei
Inserto me perco
Em delírio desperto
Insano não mais
Tentarei...
Rompe-se um laço
Desfaz-se um pacto
Algo relapso
Envolve-me nesta trama
Trazendo de volta o sonho
Que quase se perde num drama.
ABSINTO
Que razões têm
Para
entender este amor
Se o pranto
rola e molha
A face de um
sonhador
Que ver os
dias passar
Como
relâmpago no horizonte
Como o sol
ver se por
Todos os
dias no monte
Faz crescer
a saudade
Aumenta a
ansiedade
Suporta a
dor
Que causa
este sentimento
Como a
velocidade do vento
Em uma
tempestade
Entende a
realidade
E vive sem
razão
Enfim
tentando dominar
A fúria que
lhe consome
Esta agonia
que nome
Algum pode
identificar
Sem código
para decifrar
No coração
de um Homem.
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