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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O que se passa?


Como o vento passa rápido
Como a água corre pro mar
Como o pensamento flui
Como a brisa a terra molha
Como a fumaça que exala
Como a água evapora
E volta pro mesmo lugar
Esse está se mostra
Estático, sem forças
Enquanto a vida segue
Enquanto vivo está
Enquanto esse tempo resta
Enquanto não se tem pressa
Enquanto a vida passa
De esse viver o que resta?
O que resta desse penar?
O que presta desse pensar?
O que passa sem perceber?
Percebe-se ao passar
Percebe-se ao falar
Percebem-se quando se cala
Quando nenhuma fala
Existe para falar
Então se chega ao fim
Então se pode afirmar
Que tudo enfim acabou
Bem antes de começar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

INQUIETO


Quando tento esquecer o presente
Envolvo-me no passado
Perco-me no futuro
Tentando entender porque
Tantos acontecimentos
Se tudo está marcado
Ou nada existirá
Se o que vejo não entendo
O presente me marca
O que quero não tenho
O que me pertence se vai
O que tenho não importa
No rosto se mostra as marcas
De um passado que não volta
No peito uma ânsia que se eterniza
No pensamento a lembrança
De você a saudade
De mim o silencio
Do tempo a espera
 E agora? Nada resta!
A não ser a certeza de uma monotonia
Que se eterniza enquanto espero
E nada acontece e assim me encontro
Inquieto


quinta-feira, 6 de março de 2014

CASO ENCERRADO


 
Nesta permissividade me perco
Madrugada fria adentro
Como se fossem mata fechadas
Na alma um vazio imenso
Um murmúrio silencia o tempo
Deixando um está inquieto
Afastando sim de tudo
Palavras, porque tantas?
Ouvidos não estão abertos
Onde refugiar-se?
Só se encontra subterfúgio
Sim, um desalento instantâneo
No intuito de abraçar o vento
Afagando enfim o ego
Por está morrendo aos pouco
 Deixando uma lacuna em aberto
Quem pode isso mudar?
Se tudo está escrito em livros
Seres mortais, cativos, vivos, quem?
Não posso mais ouvir-los
Incauto nem mais falaria
Estúrdio, sairia de sena
Sem nenhuma carta na manga
Defesa dispensaria.


quarta-feira, 5 de março de 2014

PORQUE CRESCER, TORNA-SE HOMEM?

    
Nesta certeza incerta
Este está distante
Batidas atenuantes
Num coração pulsante
Marca o compasso da vida
Fibrilando em ânsia
Desperta na alma
Uma angústia que se eterniza
Nesta canção que canta
No radio de cabeceira
Fazendo recordar a infância 
Uma inocência pura
Na vida de uma criança
Que não tinha esse pensar
Podia então correr, pula, brincar
Sem nada em fim temer
Por que crescer torna-se Homem?
No peito palpites que consomem
Sem nenhuma razão?
Ser permissivo, livre ou cativo
Desse sentimento hostil
 Que  escraviza uma vida
No coração essas batidas
Faz- lhe senti febril
O corpo queimando em chama
Por esse coração que  ama 
Sentir-se assim vazio.

segunda-feira, 3 de março de 2014

UM SEGUNDO, UMA ETERNIDADE



Espreme da alma o choro
Um soluço, o pranto não sai
Olhos secos não dilatam
Coração palpitando mais
Uma razão imprescindível
Como uma chuva que cai
Molhando o deserto da alma
Com calma ao longe vai
Se dos olhos nenhuma lagrima
Que possa regar a saudade
Se esse pulsar constante
Aumenta a ansiedade
Deixando a boca amarga
No peito a chama não se apaga
Como uma realidade
De quem vive no ecúmeno
Solitário, ébrio, moribundo
Que vive apenas um segundo
Como uma eternidade.


PRESO POR UM ENCANTO



Porque me envolve nesta trama? 
faceira, 
Como em uma teia me me sinto entrelaçado. 
Quanto tempo me resta neste encanto? 
Voltarei a viver?,
Você me faz vítima neste drama
Que somente a ti pertence,
Enquanto definho vivo
E choro este pranto,
Penso em você e perco o sono
Neste abandono me encontro,
Quem dera despertar deste encanto
Que até as fadas desprezam
E acordar deste sonho
Que me envolveu por inteiro. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

DEIXA-ME DELIRAR COM O VINHO


O equilíbrio pendente de um olhar
Fixado em um par de lentes causa delírios
Aborrecido com a tortura grita.
Mas, é um grito calado que não se ouviu
Pois o teor de uma pungente história sumiu
Tem-se perdido em meio a farsa
Agora do rosto a graça, Só resta um franzido,
Marcado por decepções, por seu grito não ser ouvido
De que adianta ser democrático?
Se na verdade tu és escravo de um sistema corrompido?
Deixa-me delirar com o vinho, Pois alegra o coração aflito
Mesmo que não se ouça o grito, alegra a alma e faz sonhar
Ébrio já não te importa mais, com a alma quase morta
Ingere seco e se inebria
Agora calado como antes adormece
Estático, redundante, releva
Por mais que queira despreza, pra não viver outro dia.