Existe explicação para tudo,
Existe razão do porque,
Existe na vida a esperança,
Existe a confiança,
Existe um dia marcante,
Que não se pode esquecer,
Existem realmente palavras,
Capaz de convencer?
Esse ser vazio,
Que às vezes calado arredio,
Ver o amanhecer,
Com olhos tenros e calmos,
Cheios de lagrimas claras,
Que rolam no rosto parado,
De esse ser calado,
Que não pergunta o porquê,
De todo acontecimento,
Será o único insento?
Que não pode enfim viver?
Ou será algo julgado,
Algo predestinado?
Não, eu não aceito,
Esse preconceito,
Por ser o sujeito marcado.
Ironicamente rasgante,
Esse gosto amargo,
Desse rasgando o peito,
Como fel ingere seco,
O troféu de esse ser no leito,
Vendo o seu defeito,
Na ida por merecer, ou não?
Simplesmente aconteceu,
Queres julgar a questão?
Pois não, sinta-se a vontade,
Julgue, fale, interrogue,
Ou cale-se e ignore.
Esse ser que se ver,
Não mais igual ao ser,
Que outrora viveu
Ninguém conhece o caminho do vento nem a força misteriosa que dirige o progresso da vida, Nailton Maia
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domingo, 6 de março de 2011
Cobáia
Se às vezes sou crítico!
Não sei qual a razão,
Sei que insisto e vivo,
Por esse motivo ou não,
Nítido, claro, sem nuvens,
Lipido,
Influxo teria informe,
Ou estaria morto na terra,
Onde os seres esperam por um espasmo,
Uma convulsão,
Contração subta e involuntária dos músculos,
E a respiração?
Chegaria ao extremo,
Onde não mais se veria o ser como antes,
Vivo intrépido, aldaz,
Ou execrável vivente,
Que imóvel já nem de move,
Inexorável então,
Chegaria se a conclusão,
De que tudo que viveu,
Não passou de uma experiência banal,
De homens inescrupulosos,
Cheios de ganância e más intenções,
Por descobri algo e aprender mais e mais,
Com as indefesas vidas,
Que se acabam nos leitos,
Sem poderem se defender dos cortantes bisturis,
Que chegam por mãos e mentes cheias de ganância.
Não sei qual a razão,
Sei que insisto e vivo,
Por esse motivo ou não,
Nítido, claro, sem nuvens,
Lipido,
Influxo teria informe,
Ou estaria morto na terra,
Onde os seres esperam por um espasmo,
Uma convulsão,
Contração subta e involuntária dos músculos,
E a respiração?
Chegaria ao extremo,
Onde não mais se veria o ser como antes,
Vivo intrépido, aldaz,
Ou execrável vivente,
Que imóvel já nem de move,
Inexorável então,
Chegaria se a conclusão,
De que tudo que viveu,
Não passou de uma experiência banal,
De homens inescrupulosos,
Cheios de ganância e más intenções,
Por descobri algo e aprender mais e mais,
Com as indefesas vidas,
Que se acabam nos leitos,
Sem poderem se defender dos cortantes bisturis,
Que chegam por mãos e mentes cheias de ganância.
sábado, 5 de março de 2011
O amanhã
Espero por algo amanhã,
Espero por algo de bom,
Quem sabe o que será?
Mal sei se será,
Mal sei que não será,
Espera-se por algo amanhã?
Eu não sou dono de nada,
Mas a vida está marcada,
Essa vida vivida,
Ou a vida que virá?
Não sei o que fazer!
Se pensar no ser ou no viver?
Sei que vivo e vivo,
A razão ou a questão?
Às vezes confundo a espera,
Como se fosse à chegada,
E gentes vêem também,
Como se fosse o alem,
Que se aproxima a cada instante,
E no momento presente,
Sei que não é amanhã,
Se hoje escrevo o que penso,
Será o fim ou o começo?
Do que virá amanhã.
Espero por algo de bom,
Quem sabe o que será?
Mal sei se será,
Mal sei que não será,
Espera-se por algo amanhã?
Eu não sou dono de nada,
Mas a vida está marcada,
Essa vida vivida,
Ou a vida que virá?
Não sei o que fazer!
Se pensar no ser ou no viver?
Sei que vivo e vivo,
A razão ou a questão?
Às vezes confundo a espera,
Como se fosse à chegada,
E gentes vêem também,
Como se fosse o alem,
Que se aproxima a cada instante,
E no momento presente,
Sei que não é amanhã,
Se hoje escrevo o que penso,
Será o fim ou o começo?
Do que virá amanhã.
O fim ou o começo ?
O que perdi? Nem eu mesmo sei,
Se eu perdi ou se ganhei,
Hoje eu posso ver,
A vantagem de um ser completo,
Se o viver está inquieto,
Ou estou certo, de que tudo é ilusão,
Se a questão é o ser?
Não o ser de ser, mas o que vive,
Como se estivesse vivo,
Ou inerte, acomodado,
Com esse jeito de ser,
Agora como ser de ser,
Alguém que perdeu algo e não quer falar,
Não um brinquedo,
Ou descobriu um segredo,
Como se fosse um jogo, um enredo,
E o medo o cercasse e lhe incomodasse,
Esse jogo banal, como o bem e o mal,
E um corpo com um defeito,
Querendo se reparar,
Ou se auto-consertar, como algo programado,
Ou algo interminado, o que valerá?
Se eu perdi ou se ganhei,
Hoje eu posso ver,
A vantagem de um ser completo,
Se o viver está inquieto,
Ou estou certo, de que tudo é ilusão,
Se a questão é o ser?
Não o ser de ser, mas o que vive,
Como se estivesse vivo,
Ou inerte, acomodado,
Com esse jeito de ser,
Agora como ser de ser,
Alguém que perdeu algo e não quer falar,
Não um brinquedo,
Ou descobriu um segredo,
Como se fosse um jogo, um enredo,
E o medo o cercasse e lhe incomodasse,
Esse jogo banal, como o bem e o mal,
E um corpo com um defeito,
Querendo se reparar,
Ou se auto-consertar, como algo programado,
Ou algo interminado, o que valerá?
Indo de volta pra casa
Como um espelho d água,
Vejo os teus olhos molhados,
E lembro-me do tempo de outrora,
Quando embalados cabelos ao vento,
Vagueava a rua triste,
Indo de volta pra casa,
Olhando estrelas paradas,
E nuvens cansadas,
No claro da lua cheia.
Como chamas queimando
N alma.
Reflete no espelho d água,
Os teus olhos e encandeia,
Como uma luz distante,
Florescente e radiante,
Refletem os grãos de areia.
Eloquência
Simplesmente confuso o ser mortal,
Espera a realidade de o nada acontecer,
Tendo a certeza de uma monotonia,
Parado ouvindo o silêncio e vivo,
Existe a incerteza de algo interminado,
Mas, persiste na razão de ser,
Ingere seca a certeza,
Mesmo que a imaginação aconteça e venha a fluir,
Calado, simplesmente calado,
Ignora o momento e quebra o silencio,
A solidão que impera,
De repente desperta,
Como uma melodia que vem da alma,
E penetra como uma flecha,
E queima a angustia predominante,
Neste momento inserto,
Como se um deserto ocupasse a área do sentimento,
E a possibilidade mínima de um momento inserto
Causasse pânico,
E o terror da imaginação chegasse ao extremo,
Confuso, simplesmente o ser,
Que tem um cálice nas mãos,
Ingere o alimento da alma,
E chega a conclusão de que está ébrio,
E já não tem certeza quanto à teoria de uma vida longa,
Pois a razão se perde, em meio à eloqüência de uma vida,
Que às vezes paresse quase banal.
Espera a realidade de o nada acontecer,
Tendo a certeza de uma monotonia,
Parado ouvindo o silêncio e vivo,
Existe a incerteza de algo interminado,
Mas, persiste na razão de ser,
Ingere seca a certeza,
Mesmo que a imaginação aconteça e venha a fluir,
Calado, simplesmente calado,
Ignora o momento e quebra o silencio,
A solidão que impera,
De repente desperta,
Como uma melodia que vem da alma,
E penetra como uma flecha,
E queima a angustia predominante,
Neste momento inserto,
Como se um deserto ocupasse a área do sentimento,
E a possibilidade mínima de um momento inserto
Causasse pânico,
E o terror da imaginação chegasse ao extremo,
Confuso, simplesmente o ser,
Que tem um cálice nas mãos,
Ingere o alimento da alma,
E chega a conclusão de que está ébrio,
E já não tem certeza quanto à teoria de uma vida longa,
Pois a razão se perde, em meio à eloqüência de uma vida,
Que às vezes paresse quase banal.
A bela ou a fera
Gesto que te fazem bela,
Esfera do centro de uma vida,
Olhos claros, tenros, lipido,
Simples como uma pomba,
Ou uma fera adormecida,
Gota de orvalho na relva,
Ou fera na selva da vida,
Eis tu, como o gorjeio dos pássaros,
Ou o estrondo de uma guerra perdida,
Faz-se jus ao teu nome,
Consome-me, me mata, ou me amas,
Assim não sentirei as chamas,
Que queima o corpo inteiro.
O medo, o desespero,
No verso não terá fama,
Se o oposto do amar me segue,
E o gosto de fel me consome,
Em um simples gesto eu sinto,
E ouço murmurar o teu nome,
Assim me perco na selva,
As feras então me consomem,
Volto ao primeiro estagio,
Sinto-me então um homem,
Que não vive simplesmente das feras,
Ou da esfera que gera a vida,
E a própria vida consome.
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