Ninguém conhece o caminho do vento nem a força misteriosa que dirige o progresso da vida, Nailton Maia
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sábado, 5 de março de 2011
A bela ou a fera
Gesto que te fazem bela,
Esfera do centro de uma vida,
Olhos claros, tenros, lipido,
Simples como uma pomba,
Ou uma fera adormecida,
Gota de orvalho na relva,
Ou fera na selva da vida,
Eis tu, como o gorjeio dos pássaros,
Ou o estrondo de uma guerra perdida,
Faz-se jus ao teu nome,
Consome-me, me mata, ou me amas,
Assim não sentirei as chamas,
Que queima o corpo inteiro.
O medo, o desespero,
No verso não terá fama,
Se o oposto do amar me segue,
E o gosto de fel me consome,
Em um simples gesto eu sinto,
E ouço murmurar o teu nome,
Assim me perco na selva,
As feras então me consomem,
Volto ao primeiro estagio,
Sinto-me então um homem,
Que não vive simplesmente das feras,
Ou da esfera que gera a vida,
E a própria vida consome.
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