Brisa que vem de longe e toca a pele seca, trazendo recordações do tempo que vagueava a rua triste que me viu crescer.
Quando em ti cheguei, cidade calma, que esparge a luz de um lindo dia de verão, onde sentado à porta tocava e cantava uma canção.
Os dedos trilhavam as cordas e forte o abraçava com calma o violão e, sentia as lagrima tristes rolarem do rosto calmo e simples sentindo a brisa entrando pela porta ao lado, trazendo recordações do tempo de outrora, das horas mortas que invadia o espaço do nada.
A esperança constante torturava como chamas em labaredas vivas e queimava o corpo inteiro, parado por um motivo banal que levou ao extremo da vida, lembrando a realidade e vendo as vidas tristes e cansadas que esperavam a paz e viviam iludidas talvez por uma esperança que nunca se acaba.

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