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domingo, 6 de março de 2011

A ceia

A música que ouço baixinho,
Zunindo nos meus ouvidos,
Longe! Faz-me lembra,
Os tempos em que andava,
A rua triste, nas madrugadas,
Indo de volta pra casa,
Hoje parado, olhando o céu,
E as nuvens balançam profundamente,
E vagueiam como gazelas,
Nos bosques do universo,
Azul... Que some de vista,
Volto ao vazio d’alma,
Olho para o lado,
Um par de olhos castanhos me fita,
Serenamente, 
Suas tranças cobrem seus ombros,
Tento invadir o seu pensamento,
Será que pensa em mim?
Lacrimejando os meus olhos sinto,
A brisa que vem de Lange,
E toca a minha pele, No mesmo instante,
Balança as folhas da roseira que vejo em frente,
Enfeitada com lindas rosas vermelha,
Que dançam constantemente,
Na sala de está, no aparamento onde estou,
Alguém me surpreenda,
Trazendo nas mãos uma bandeja,
Com pão e vinho, 
E me convida a cear, Então.
Como o pão e bebo o cálice de vinho tinto,
Que lembra o corpo que foi repartido,
E o sangue que foi derramado por mim,
Que penso e escrevo constantemente,
Elevo o meu espírito ao céu e agradeço a Deus,
Por um momento raro, 
Onde encera o pensamento que por um instante, 
Trouxe uma paz, que se eterniza por longos anos,
Desfazendo a tristeza,
E tranqüilizando o coração aflito que espera,
Tão somente espera.

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