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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

DEIXA-ME DELIRAR COM O VINHO


O equilíbrio pendente de um olhar
Fixado em um par de lentes causa delírios
Aborrecido com a tortura grita.
Mas, é um grito calado que não se ouviu
Pois o teor de uma pungente história sumiu
Tem-se perdido em meio a farsa
Agora do rosto a graça, Só resta um franzido,
Marcado por decepções, por seu grito não ser ouvido
De que adianta ser democrático?
Se na verdade tu és escravo de um sistema corrompido?
Deixa-me delirar com o vinho, Pois alegra o coração aflito
Mesmo que não se ouça o grito, alegra a alma e faz sonhar
Ébrio já não te importa mais, com a alma quase morta
Ingere seco e se inebria
Agora calado como antes adormece
Estático, redundante, releva
Por mais que queira despreza, pra não viver outro dia.




sábado, 1 de fevereiro de 2014

CHEQUE MATE


Mergulhado nesta imensidão
Perco-me no tédio de querer sobreviver
Quando na verdade embriago-me mais
Desapercebo de tudo, miserável que sou
Na verdade deveria adormecer
Esse sujeito rude e renascer
Talvez crescer, correr pelos arredores
Despreocupar-se desta inércia que vive
Orgulhar-se dos seus feitos
E acreditar na existência
 Ao invés
De opor-se e viver cativo e negligente
Obvio? Talvez, porque não se cala?
Ríspido, pungente, ignorante,
Um ser mortal
Que não deveria alimentar o ódio
Insano, eloquente, cheio de razões
Serei eu, serás tu? Ou seremos nós
Peça chave desse enredo
Que mais se parece com um brinquedo
A qualquer hora pode se quebrar
Um cheque mate resolveria
Esvaziar-se ia desta tormenta
Tendo contado os seus dias
Quem sabe? Será melhor
Finda o pensamento, tédio, orgulho
Sofrimento                                            
Quando se adormece no pó.











quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MINHA INFÂNCIA

Da flor resta o perfume
Do amor resta o ciúme
Do sol resta o calor
Da chuva o frio
Do medo arrepio
No peito resta o vazio
Retrato de um amor
Na mente resta a lembrança
Dos olhos resta uma lagrima
Na boca nenhuma fala
Um soluço que se cala
Talvez uma esperança
De mim resta o presente
Do passado a lembrança
Guardada em um retrato

Que restou da minha infância.

CERTO OU INCERTO?



Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal
Vou levando a vida e a vida me levando
Não adianta mais, chega de sofrer chega de chorar
Tudo passa tudo passará
Nesta longa estrada da vida
Quem dera eu ser um peixe
Eu queria me esconder um dia desses
Meu amor não vá embora não, fique mais
Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
Amar a Disaia sonhei
Eu queria gritar pra o mundo inteiro ouvir
To indo agora pra um lugar todinho meu
Há coração alado
Amor de verdade eu só senti
Quando eu estou aqui eu vivo este momento lindo
E de uma coisa eu estou certo amor
No dia em que eu saí de casa
Amor igual ao seu eu nunca mais terei.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ALGO RELAPSO













Inquieto insisto
Inapto me calo
A razão me falta
Porque não falo?
O peito geme
Perco a fala
O corpo treme
A fé abala
Esperança?Talvez!
Não sei
Inserto me perco
Em delírio desperto
Insano não mais
Tentarei...
Rompe-se um laço
Desfaz-se um pacto
Algo relapso
Envolve-me nesta trama
Trazendo de volta o sonho
Que quase se perde num drama.


ABSINTO
















Que razões têm
Para entender este amor
Se o pranto rola e molha
A face de um sonhador
Que ver os dias passar
Como relâmpago no horizonte
Como o sol ver se por
Todos os dias no monte
Faz crescer a saudade
Aumenta a ansiedade
Suporta a dor
Que causa este sentimento
Como a velocidade do vento
Em uma tempestade
Entende a realidade
E vive sem razão
Enfim tentando dominar
A fúria que lhe consome
Esta agonia que nome
Algum pode identificar
Sem código para decifrar
No coração de um Homem.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ATÔNITO


Inebria-me esse teu cheiro
Encanta-me esse teu jeito
Afaga-me o peito
Tudo em ti me fascina
O encanto de menina
Ao charme de mulher
Leva-me ao apogeu
Simplesmente um toque teu
Facilmente me domina
Talvez por ser minha sina
Viver pelo teu amor
Ou ser um sonhador
Sem imunidade nem vacina
Que cure esse sentimento
Podendo está inseto
Desse amor que não termina