Uma lagrima cai,
Um sorriso disfarçado
Uma tormenta constante
Uma saudade aperta
A boca seca
Os olhos molhados
Respiros ofegantes
Palpita o peito
O corpo treme
A alma geme
Em ânsias constantes
O vento toca a face
Um cálice nas mãos
Estou ébrio?
Á quem dera?
Enlaça-me essa trama
Que arde o peito em chamas
Protagonizo esse drama
Encarcero-me por inteiro
Neste enredo me perco
E saio de cena,
Adormecido, desperto
Buscando lucidez
Uma razão talvez que me convença
Que esse personagem não sou eu
Simplesmente nasceu de um drama
Que talvez me pertença.
Nailton Maia




