Nesta certeza incerta
Este está distante
Batidas atenuantes
Num coração pulsante
Marca o compasso da vida
Fibrilando em ânsia
Desperta na alma
Uma angústia que se eterniza
Nesta canção que canta
No radio de cabeceira
Fazendo recordar a infância
Uma inocência pura
Na vida de uma criança
Que não tinha esse pensar
Podia então correr, pula, brincar
Sem nada em fim temer
Por que crescer torna-se Homem?
No peito palpites que consomem
Sem nenhuma razão?
Ser permissivo, livre ou cativo
Desse sentimento hostil
Que escraviza uma vida
No coração essas batidas
Faz- lhe senti febril
O corpo queimando em chama
Por esse coração que ama
Sentir-se assim vazio.





